Golpes Financeiros: Imagine receber uma ligação de alguém que diz ser funcionário do seu banco. A pessoa conhece seu nome, sabe algumas informações sobre você e afirma que existe um problema urgente na sua conta.
Ela pede que você confirme alguns dados ou faça uma determinada operação para “proteger seu dinheiro”.
Tudo parece muito convincente.
Mas pode ser um golpe.
Situações como essa fazem parte de uma realidade que exige cada vez mais atenção. Com a popularização dos celulares, aplicativos bancários, Pix, redes sociais e compras pela internet, surgiram muitas facilidades, mas também novas formas de fraude.
Para aposentados e pessoas da terceira idade, proteger dinheiro, documentos e informações pessoais é especialmente importante.
Neste artigo, você vai conhecer os principais sinais de alerta, os golpes financeiros mais comuns e atitudes simples que podem ajudar a reduzir os riscos.
Informação importante: este artigo tem finalidade educativa. Em caso de suspeita de fraude, procure diretamente seu banco, os canais oficiais do órgão envolvido e, quando necessário, as autoridades competentes.
Golpistas não dependem apenas de tecnologia sofisticada.
Muitas fraudes funcionam porque exploram emoções humanas como medo, ansiedade, confiança, curiosidade e desejo de ajudar alguém.
Uma ligação dizendo que sua conta será bloqueada pode provocar medo.
Uma mensagem dizendo que você ganhou um prêmio pode despertar curiosidade.
Uma pessoa se passando por um familiar pode provocar preocupação.
Em todos esses casos, o objetivo costuma ser fazer a vítima agir rapidamente, antes que tenha tempo de verificar a informação.
Por isso, uma das melhores formas de proteção é desenvolver o hábito de parar, desconfiar e confirmar.
Antes de fornecer qualquer informação, clicar em um link, fazer um pagamento ou transferir dinheiro, faça três perguntas:
Confirme a identidade da pessoa ou instituição.
Entenda exatamente qual é o motivo da solicitação.
Se puder, encerre a conversa e procure você mesmo o telefone, aplicativo ou site oficial da instituição.
Essa simples pausa pode impedir uma decisão tomada por impulso.
Desconfie quando alguém disser:
A urgência é uma das estratégias utilizadas para impedir que a vítima tenha tempo de pensar.
Nunca forneça sua senha bancária, código de autenticação ou outras credenciais secretas a alguém que entrou em contato com você.
Uma orientação oficial do Governo Federal para pessoas idosas reforça que senhas não devem ser fornecidas por telefone ou e-mail.
Códigos enviados ao seu celular podem estar relacionados à autenticação ou confirmação de operações.
Se alguém pedir que você informe esse código, pare e verifique o que está acontecendo.
Tenha muito cuidado quando alguém desconhecido pedir que você instale um aplicativo para “proteger sua conta”, “fazer uma atualização” ou “resolver um problema”.
Não instale aplicativos seguindo instruções de pessoas que entraram em contato inesperadamente.
Links enviados por SMS, WhatsApp, e-mail ou redes sociais podem direcionar para páginas falsas.
Quando precisar acessar seu banco ou um órgão público, prefira abrir diretamente o aplicativo oficial ou digitar o endereço conhecido no navegador.
Promessas de dinheiro fácil, lucro garantido ou investimentos com retornos extraordinários merecem muita cautela.
Quanto maior a promessa e menor a explicação sobre os riscos, maior deve ser sua desconfiança.
Um criminoso pode utilizar uma conta de WhatsApp ou outro meio de comunicação para se passar por filho, neto ou outro familiar.
Antes de transferir dinheiro, confirme a identidade por outro canal.
Uma cobrança que você não reconhece deve ser verificada antes de qualquer pagamento.
Não permita que a pressão do suposto credor substitua a verificação.
Ter nome, foto, crachá ou informações pessoais não prova que alguém seja realmente funcionário de um banco ou órgão público.
O INSS, por exemplo, alerta que não envia servidores à residência dos segurados para solicitar dados pessoais, senhas, documentos ou informações bancárias.
Se alguém disser:
“Não conte para ninguém.”
Pare imediatamente.
Uma pessoa legítima dificilmente terá necessidade de impedir você de conversar com alguém de confiança antes de tomar uma decisão financeira importante.
O criminoso entra em contato afirmando que detectou uma movimentação suspeita na conta.
Pode solicitar dados, códigos ou pedir que a vítima faça alguma operação.
Como se proteger: desligue e entre em contato com o banco por um canal oficial.
Criminosos podem se apresentar como servidores e utilizar argumentos como prova de vida, revisão de benefício ou atualização cadastral para obter dados.
Como se proteger: não permita a entrada de desconhecidos, não entregue documentos ou informações bancárias e confirme qualquer informação diretamente pelos canais oficiais do INSS.
O próprio Instituto recomenda utilizar canais como o Meu INSS, o telefone 135 e o site oficial para verificar informações.
O crédito consignado pode ser uma ferramenta financeira legítima, mas é importante acompanhar o benefício e verificar qualquer desconto que não reconheça.
O INSS recomenda que o beneficiário verifique regularmente o extrato do benefício e informa que é possível solicitar o bloqueio do benefício para empréstimos consignados pelo Meu INSS ou pela Central 135.
Se aparecer um desconto que você não reconhece, procure imediatamente os canais oficiais e a instituição responsável.
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